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Cyberpunk 2077 vai ganhar filme live action pela Paramount

Cyberpunk 2077 vai ganhar filme live action pela Paramount

A CD Projekt Red vai levar Cyberpunk 2077 para as telonas em formato live action. A notícia saiu pela Deadline em 8 de outubro de 2026 — algo em torno das 16h30 no horário de Brasília, considerando o fuso do veículo britânico que publicou a matéria — e provocou aquele efeito curioso: não pela novidade em si, mas pela sensação coletiva de “como assim isso ainda não existia?”. Pois é. Aparentemente, não existia.

Com a quantidade de adaptações de videogame que Hollywood tem despejado nos últimos anos, era quase inevitável que Night City entrasse na fila. Ainda assim, o anúncio tem detalhes que merecem atenção — e um ou dois que pedem cautela.

Quem assina a produção

A produção executiva fica a cargo da Paramount, ou melhor, da estrutura recém-fundida da Paramount Skydance, dependendo de quanto tempo a poeira da fusão demora para baixar. Do lado do jogo, a CD Projekt Red participa diretamente da produção, o que costuma ser um bom sinal: quem conhece o material original de perto tende a segurar as rédeas quando alguém tenta “melhorar” a história.

O nome que gera mais discussão é o de Lorenzo di Bonaventura, escalado como produtor. Ele tem no currículo os filmes live action de Transformers e também Madame Web. E, sim, ele produziu o Doom de 2005, aquele com o Dwayne Johnson no elenco e uma crítica que a gente prefere não revisitar. Considerem minha confiança… digamos, moderadamente inspirada.

Talvez a esperança fique na escolha do diretor, ainda não anunciada. Uma adaptação de Cyberpunk precisa de alguém confortável com neon, violência estilizada e uma boa dose de niilismo corporativo — não exatamente o forte de grandes franquias familiares.

O que já disseram oficialmente

Pouco. O co-CEO da CD Projekt, Michał Nowakowski, publicou uma declaração nas redes sociais dizendo que a empresa está animada com a Paramount como parceira futura e que compartilha das ambições criativas para a franquia Cyberpunk, com mais detalhes sendo divulgados no momento apropriado. Traduzindo: não temos nada concreto além do nome do estúdio.

Isso, claro, não impede a especulação sobre elenco. O jogo já trouxe Keanu Reeves como Johnny Silverhand e Idris Elba como Solomon Reed, e o próprio Elba já declarou que teria interesse em um live action ao lado de Reeves. Os dois contracenam em Sonic the Hedgehog 3, aliás, outra produção da Paramount. Não é confirmação de nada, mas é o tipo de coincidência que aumenta o volume da torcida.

A máquina de adaptações e o problema das assinaturas

Aqui a coisa fica mais interessante do que o filme em si. Com a aquisição da Warner Bros. pela Paramount, conforme noticiado pela Variety, as divisões de games das duas empresas devem ser unificadas em uma só estrutura, responsável por projetos baseados em Star Trek, Bob Esponja, Avatar: A Lenda de Aang, Rick and Morty, o universo DC, Game of Thrones e — sendo o único videogame de fato nessa lista — Mortal Kombat.

Ou seja: o que estamos vendo não é exatamente uma paixão de estúdio por narrativas de jogos. É uma estratégia de catálogo, alimentando Paramount+ e HBO Max com propriedades intelectuais reconhecíveis. Sendo bem honesto, a ideia de adaptações servindo principalmente como combustível de assinatura me incomoda um pouco. Queria ver coisas novas, não cobras mordendo o próprio rabo em loop infinito entre cinema, streaming e game.

Por outro lado, se o resultado for ruim, sempre sobra aquele espaço afetivo dos filmes tão ruins que ficam engraçados. E, convenhamos, os fãs já estão brincando com o que importa de verdade: o formato do balde de pipoca promocional.

Minha aposta, como quem jogou

Eu gostei muito do jogo — mesmo depois de todo o caos do lançamento, o mundo, a ambientação e o combate me conquistaram. E a série animada Cyberpunk: Edgerunners, disponível na Netflix aqui no Brasil, foi uma excelente adaptações do jogo, justamente porque entendeu que o universo de Night City funciona melhor contando histórias novas do que reciclando as mesmas jornadas. Com certeza estarei de olho neste live action!

É também o que espero do filme: que a CD Projekt Red use seu peso na produção para trazer algo próprio, e que a Paramount não transforme uma distopia sobre corporações devorando pessoas em mais uma franquia asséptica de verão. Ironia ou não, seria um destino bem cyberpunk.

Fonte: rockpapershotgun.com

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