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Googlebooks: o que sabemos sobre os cinco primeiros notebooks do Google

Googlebooks: o que sabemos sobre os cinco primeiros notebooks do Google

O Google finalmente decidiu entrar de cabeça no mercado de laptops, e a estreia vem com um nome bem direto: Googlebooks. Em vez de fabricar tudo sozinha, a empresa repetiu a fórmula que já conhece do Android e fechou parceria com a turma de sempre, os fabricantes tradicionais de PCs. São cinco modelos iniciais, todos chegando nos próximos meses, e a variedade é grande: tem conversível 2-em-1 mais em conta, tem máquina com tela OLED voltada para criação, e tem praticamente tudo o que existe no meio do caminho.

Só que, para quem acompanha hardware há um tempo, a sensação é de déjà-vu. Nenhum desses notebooks parece realmente novo — e isso não é necessariamente um defeito.

GooglebookOS: Android e ChromeOS no mesmo pacote

Os aparelhos rodam o GooglebookOS, sistema que mistura Android com ChromeOS. Para dar conta dos recursos novos, a Google subiu a aposta nos processadores: nada de chip de entrada como nos Chromebooks mais baratos. A escolha fica entre opções x86 e ARM, e a promessa oficial é de experiência idêntica nas duas arquiteturas. A empresa também afirma que os Googlebooks suportam até 32 GB de RAM — mas ainda não sabe dizer quanto isso vai custar, ainda mais no meio do atual surto de preços de memória, o famoso RAMageddon.

A Glowbar e a tentativa de parecer diferente

Todos os cinco modelos trazem a tal da Glowbar, que é o elemento de design que a Google espera usar para se destacar da concorrência. Na prática, é uma faixa luminosa que faz um pequeno espetáculo de luz quando você abre a tampa e, fora isso, mostra o nível de bateria. Não chega ao nível de arco-íris RGB de setup gamer, mas é um aceno simpático para deixar o notebook um pouco mais divertido do que o clamshell padrão.

Dell e HP: o time Snapdragon

Dois dos cinco usam o Snapdragon X Elite, da Qualcomm. O Dell XPS Googlebook custa US$ 1.200 e reaproveita praticamente tudo do XPS 13 recente: chassi de magnésio e alumínio, tela LCD touch de 13 polegadas, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. A Dell foi explícita ao dizer que o projeto parte do mesmo chassi do XPS 13. A diferença perceptível fica no peso, um pouco maior que a versão com Windows 11 (cerca de 1,1 kg), e no trackpad háptico, que substitui o mecânico. Vale o registro: é o Snapdragon X Elite, e não o X2 Elite, que se mostrou bem mais capaz nos testes de desempenho.

O HP Googlebook 14 sai por US$ 1.300 e aposta em um painel OLED 2.8K com touch no lugar do LCD. A estrutura também não é invenção: boa parte do chassi vem diretamente do Omnibook Ultra 14, da própria HP.

Asus e Lenovo: os modelos com chip Intel

Dos três Googlebooks com processador Intel, o Asus Googlebook 14 é o mais contido. A Asus confirmou que se inspirou na linha Elitebook, de perfil corporativo, e o notebook sai por US$ 1.300 com opção de Core Ultra 3 ou Core Ultra 5, começando com 16 GB de RAM e 512 GB de SSD.

O Lenovo Googlebook 15 é o mais chamativo do grupo, com tela OLED 2.8K touch de 15,3 polegadas e alto-falantes com suporte a Dolby Atmos. Pelo mesmo preço de US$ 1.300, a Lenovo ainda planeja vender um AI Mouse com Glowbar própria, que funciona em conjunto com o notebook. O mouse tem um botão logo abaixo da rodinha que invoca os recursos de Gemini, e um toque longo em uma das laterais ativa o novo modo Magic Pointer — útil para quem já perdeu a paciência tentando fazer o cursor acordar com aquela chacoalhada clássica.

Acer Googlebook 14: o único 2-em-1

O Acer Googlebook 14 é o único conversível do pacote, o que significa que dá para girar a tela e usá-la como um pseudo tablet. Ele também é o único com trackpad mecânico, e traz OLED 2.8K touch por US$ 900. O detalhe importante: a Acer classificou esse preço como oferta por tempo limitado no Best Buy, ou seja, não conte com ele para sempre.

O preço é o elefante na sala

Somando tudo, apenas um dos cinco modelos custa menos de mil dólares no lançamento. Na prática, vai ser difícil achar um Googlebook tão barato quanto um Chromebook bem equipado — a proposta aqui é claramente outra, mais próxima de notebooks premium do que de máquinas de entrada. E como os valores estão todos em dólar, com o câmbio instável como está, vale conferir a cotação do dia antes de fazer as contas.

Ainda assim, a jogada faz sentido. Se o GooglebookOS realmente entregar a mesma experiência em Snapdragon e Intel, a empresa ganha algo que nunca teve no mercado de laptops: previsibilidade. O hardware variado passa a ser só embalagem — e a briga, de verdade, acontece no software.

Media

Fonte: Gizmodo

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