Já se foi há muito tempo a época em que eu trabalhava ativamente com Photoshop, mas constantemente eu fico impressionado em como essa ferramenta evoluiu! Hoje temos uma mesa cheia de recursos de automação para edição de imagens – coisa que era feita na mão antigamente à base de suor e lamentação… Mas ainda assim, a Adobe continua investindo pesado em novas ferramentas baseadas em AI para eliminar cada vez mais tarefas chatas e ainda aumentando a eficiência e precisão.
Desta vez a Adobe liberou uma atualização pesada de IA para o editor, e a novidade mais chamosa é uma interface opcional chamada AI Assisted Editor, que já está em fase beta. A ideia é simples: juntar todos os recursos de IA num lugar só, numa toolbar enxuta e sem o caos de menus que a gente já conhece.
O novo modo exibe ferramentas como o editor por prompt, removedor de fundo e um extensor de imagem movido a IA, tudo num único lugar. É praticamente um “modo Turbo” para quem quer agilidade sem abrir mão do controle.
O que é o AI Assisted Editor?
Como o nome sugere, o AI Assisted Editor é uma visão alternativa da interface do Photoshop. Em vez de reorganizar tudo, a Adobe criou um ambiente dedicado às ferramentas de IA, pensado para quem quer resolver o trabalho rápido. Quem preferir o fluxo tradicional pode simplesmente ignorar — por isso ele é opcional. Mas, convenhamos, com uma toolbar tão direta, fica difícil não testar.
Entre os destaques está o editor de imagem baseado em prompt, que já vinha sendo desenvolvido, agora mais acessível. O extensor de imagem também aparece em destaque, permitindo ampliar o enquadramento sem perder a qualidade — algo que antes era um pesadelo manual.
Marque, desenhe e edite
A grande novidade, porém, é o recurso de marcação direta na imagem. Em vez de depender de textos descritivos, você pode desenhar sobre a foto para indicar exatamente o que deseja alterar. Quer mudar a cor de uma região? Selecione e pinte. Precisa reposicionar um objeto? Desenhe uma seta. Quer sugerir um novo elemento? Faça um rabisco com a forma aproximada.
Isso é enorme para quem tem dificuldade em traduzir ideias em palavras ou para quem prefere um fluxo mais visual. A Adobe chama isso de interação “markup”, e a promessa é que a IA entenda seus traços como instruções de edição, eliminando a necessidade de prompts complexos.
Instruct Edit with Masks mais esperto
Outra atualização que chega junto é a evolução do Instruct Edit with Masks. Para quem não conhece, ele permite editar máscaras usando linguagem natural. Antes, você precisava marcar manualmente cada área a ser alterada. Agora, com o modelo Firefly Image 5, a IA compreende o contexto da imagem inteira.
Na prática, isso significa que você pode pedir algo como “abra os olhos fechados” ou “coloque um chapéu na cabeça da pessoa” sem precisar selecionar nada. O modelo entende o cenário, identifica os elementos e aplica a mudança de forma coerente. É um salto e tanto em relação ao que tínhamos antes, onde cada edição exigia um recorte milimétrico e um texto bem específico.
Claro, ainda estamos falando de uma versão beta, então é razoável esperar alguns tropeços aqui e ali. Mas a direção é clara: a Adobe quer transformar o Photoshop numa ferramenta onde conversamos e desenhamos com a máquina, em vez de apenas clicar em botões.
Para quem acompanha o mundo criativo, essa é mais uma confirmação de que a IA está mudando não só os fluxos de trabalho, mas a própria relação entre artista e ferramenta. E aqui no Brasil, onde o Photoshop é praticamente padrão em estúdios e agências, essa atualização promete gerar bastante burburinho. Resta saber como a comunidade vai reagir a essa nova camada de automação.
Confira mais abaixo essa novidade em ação.
Fonte: The Verge